Da estação aflição, fez-se a terra seca que,
embriagada pelas gotas da chuva,
ainda parca,
da aridez pressente o fim.
Nela, as sementes anseiam brotar.
Assim é meu coração espreitando a vida,
de forma impetuosa por estar juvenil;
esbanjando sagacidade por ter se permitido errar.
Trovões, raios, rajadas de vento?
Medo não inspiram.
Já transbordou em tantos temporais!
Da sua fortaleza brotou a pedra dura,
a planície segura,
a mulher madura,
que vislumbra a estação serenidade,
morosa, porém, certeira,
no horizonte a despontar.
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