quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

ESPERANÇA


Por mais que dela se distancie,
creia, 
num fio de desejo,
ela brotará reluzente...
De dourado vestirá corações aflitos
que nela muito confiam.
Seu brilhantismo tomará almas sombrias
que dela muito carecem.
Mas não alcançará multidões;
somente àqueles com olhos sensíveis,
capazes de se encantar 
com as cores do arco-íris.





sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

GOSTO DE SAUDADE


Num corredor qualquer
 do tempo,
um abraço imprevisível.
Depois mais um, e outro...
Não precisei o número exato,
posto que a saudade era infinita.
No espaço onde a alma passeia,
sem limites ou pudor,
deu-se o encontro...
E tão somente.
Deixaste-me ir com  teu cheiro,
e com a sensação de um sonho
sem arremate.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

CONSIDERANDO


Espio a vida
e ela passa sorrateira,
no correr das horas, 
no correr dos dias...
Bom seria
 se eu corresse também,
incitada pelos desejos,
alcançando a vida,
antes que ela de mim escape,
num piscar de olhos
do tempo.

terça-feira, 12 de maio de 2015

DEU BRANCO


Hoje foi um daqueles dias em que não fluiu o vocabulário. Falta de vontade, falta de inspiração ou transpiração, sei lá... Depois da gripe que sugou minhas energias nas últimas semanas, tudo pode ser... Mas pode ser também que as palavras tenham escapado para que eu dê oportunidade a quem delas quiser fazer uso. Sim, definitivamente sim! Hoje permitirei que os outros falem por mim. Sinto um desejo imenso de ser bajulada, portanto, não economizem verbos!  E para quem disse que nada iria escrever, eu já passei da conta. 

sábado, 2 de maio de 2015

AO VENTO


Espalho no ar
pensamentos,
sentimentos,
emoções...
Deixo que a saudade decida
o destino das minhas sensações...
O universo é minúsculo
e o tempo passa num segundo
quando bate um coração.

domingo, 26 de abril de 2015

LIGEIRO ADEUS


A borboleta levantou voo...
Mesmo aconchegada,
mesmo acarinhada,
ela precisou voar.
Voltou ao seu habitat,
pela sobrevivência,
e pelo infinito espaço 
onde pairar... 
Em meu coração,
alimento um terno desejo
que, 
 por força da saudade,  
a borboleta,
 muito em breve,
 no meu abraço 
torne a pousar.

domingo, 19 de abril de 2015

REAPRENDER A SONHAR


Sensação de perda daquilo que não se teve...
Existe sentido nessa crença que vacila?
Pensava ela ter  asas  resistentes  para flutuar segura pelo universo dos afetos. Inesperadamente, um lance novo provocou retrocesso. Voltou à estaca zero! Mas também não é um zero zerado, "zeríssimo", se é que o superlativo existe. É um zero "casca grossa", comum à quem, por inúmeras vezes, foi desprovido das asas e como qualquer mortal, calejou  os pés nos caminhos das estacas  um, dois, três...
Agora, para alçar novos voos, ela só precisa admitir a existência do talvez, vislumbrar com mais esperança o sim, compreender a necessidade do não... 
E, quem sabe, aprender a voar com os pés no chão.