Quando surges,
qual miragem,
atiro-me em teus braços
e, nesse gostoso enlace,
perco a noção de mim mesma.
Em êxtase, elevo-me do chão,
e numa órbita que só conheço
quando há nós dois,
experimento antigas sensações,
com delicioso sabor de novidade...
Como dizer não?
Quem vai definir limites,
imputar culpa, qualificar como pecado?
Assim,
Inquirindo a própria consciência,
sentindo o coração fora do peito,
vejo a realidade ofuscando-te.
Desapareces, então,
qual miragem...
Meus olhos secam,
fitando o horizonte imaginário...
Na língua,
Na língua,
ainda tenho o gosto
da saliva tua.
Entre a aparição e a imaginação esta a sensação que pode ser sentida e expressa na poesia...
ResponderExcluirMensageiras do Mar
ResponderExcluirOndas são mensageiras do mar.
Quando harmoniosas trazem notícias
Que enchem nossos corações de alegria.
Quando o homem destrói o seu meio, o mar,
Elas são vingativas,
Trazem mensagens de fúria
Rompendo diques, invadindo ruas...
Ondas são como o beijo:
Oferecido pela pessoa amada
Deixa-nos sedentos de amor.
Mas quando frio, gelado
Deixa-nos cada vez mais finitos.
As ondas são o pacto
Entre o mar e o oceano
Que reivindicam o que lhes pertence:
Grãos de areia que juntos
Formam o seu leito,
O seu repouso.
*Do livro “O Anjo e a Tempestade”, do escritor mineiro Agamenon Troyan
MSN: machadocultural (arroba) hot ponto com