Olhar vazio, amarga espera
Perda de tempo, tardia hora
Perda de tempo, tardia hora
Tua ausência a alegria devora
E o teu amor? Ah, quem me dera!
E o teu amor? Ah, quem me dera!
Correm minutos, solidão é fera
Nada mais há, senão demora
A esperança ficou no outrora
E o teu amor? Apenas quimera!
No relógio sem pressa
No arrastar do ponteiro
O pensamento proclama
O ato da meia-promessa
À um coração tão inteiro
Do meu amor, apaga a chama.
Nada mais há, senão demora
A esperança ficou no outrora
E o teu amor? Apenas quimera!
No relógio sem pressa
No arrastar do ponteiro
O pensamento proclama
O ato da meia-promessa
À um coração tão inteiro
Do meu amor, apaga a chama.
as vezes paramos para pensar no tal amanhã, desvelando os medos do hoje, este soneto é a sede de ser e ter coisas que escapam ao corriqueiro. Queremos incessantemente descobrir o objeto de nossa busca e o desejo de viver intensamente com a delicia da primeira vez e com a loucura da ultima vez... viver intensamente algo bom e sentir e ser sentido, com todos os sentidos do corpo reais, abstratos, utopicos ou não, o devaneio é necessario, o sonho é uma indicação de caminho, se vamos caminhar ou não, chegar é outra história, mas o bom é querer sempre.
ResponderExcluirparabéns pelo texto.
Adailton