Foi como fazer o pouso suave com um balão, no momento preciso, no local determinado. E a viagem foi lenta, repleta de expectativas, recheada de experiências, leve, por eu ter me desfeito - em pleno ar - do peso de sentimentos inúteis que ameaçavam a estabilidade do voo.
Viajei, ora só, ora com amadas e agradáveis companhias. Deslumbrei-me com belas paisagens, sobrevivi a enormes tempestades, planei em itinerários líricos! Chorei, sorri, amei... Enfim, pousei. Como não podia deixar de ser, aterrisei madura e tranquila na marca dos cinquenta.
E sendo natural da condição humana permanecer em contínuo movimento, esse pouso nada mais é que o cumprimento de uma data, no calendário que um senhor, chamado tempo, criou. Não significa, no meu conceito, momento de repouso, pausa para contemplação da vida, ou instante de lamentar se a "carreirinha" de cápsulas matinais aumentou. Sinto meu balão repleto de gás! O infinito me espera e nele, busco desafiar todos os limites que o tal senhor também costuma impor.
o dia de hoje não chegou por acaso e nem de forma abrupta, há coisas para serem lembradas, outras esquecidas, e outras vividas. por isso o desejo que a vida não começa aqui, ela continua e de preferencia melhor... parabens, atrasado.
ResponderExcluiradailton
Seus comentários enriquecem minhas postagens, além de encher meu coração de alegria. Obrigada amigo!
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